domingo, 7 de agosto de 2011
... obrigada Senhor!
Senhor, este está sendo o ano da virada em minha vida ... agora só minha!
Quando meus pais se foram, quando me filho mais velho foi para um país muito distânte, quando meu filho mais novo se casou e, por questões de trabalho, também foi viver, como minha nora, em outro país.
Quando tudo aconteceu, quando me vi só ... não tive coragem nem forças para continuar me tratando, me cuidando, vivendo ...
Oito anos se passaram e como que vinda dos céus ... uma nova força me dominou.
Hoje, e, ainda aos poucos, estou retonando a minha vida, estou cuidando da minha saúde, da minha aparência, dos meus amigos ... estou renascendo.
Escrevo isso aqui para dizer que foi graças ao Senhor que nunca me abandonou, que estou conseguindo dar essa grande virada.
Porque, Senhor Misericordioso, mesmo nos piores momentos, não deixei de Te buscar ... sempre, olho para o céu e faço minhas preces - às vezes para pedir, outras para lamentar mas, muitas para agradecer.
Obrigada Nosso Senhor Jesus Cristo por me permitir existir .... mesmo quando eu achava que tudo tinha acabado, o Senhor estava lá ... no céu, para eu te encontrar.
Obrigada por tudo e principalmente pela força, pelo apoio, que recebo de Ti e que está me proporcionando ... está minha renovação.
Eu te amo Jesus!!!
Obrigada.
Gente ... leiam esse texto do Eugenio Santana ... fantástico!
... Eugenio, Parabéns! Você é Fantástico!!! ... (*) sem plim ... plim
... mas, com muito carinho e verdade ... amei!
NO RIO DO TEMPO TUDO FLUI; NADA PERMANECE
Tristeza é parte da vida. Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo luminoso e claro – mas há algo, uma perda, que faz tudo ficar triste. O crepúsculo é uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão merg...ulhando no escuro da noite. A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã iluminada e cheia de frescor, inundada de alegria. Por vezes ela é como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada. Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se for crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem. Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. Eu acho que essa tristeza crepuscular é mais que uma perturbação psicológica. Acho que ela tem a ver com a sensibilidade perante a dimensão trágica da vida. A vida é trágica porque tudo o que a gente ama vai mergulhando no rio do tempo. “Tudo flui; nada permanece.” A vida é feita de perdas. Fiquei comovido ao folhear o álbum de fotografias de minha família. Aquele tempo passou. Aquela alegria mergulhou no rio do tempo. Não volta mais. Há, assim, um trágico que está ligado a “eventos trágicos”. Está ligado à realidade da própria vida. Tudo o que amamos, tudo o que é belo, passa. Mas precisamente desse sentimento que surge uma coisa maravilhosa, motivo de riqueza espiritual: a arte. Os artistas são feiticeiros que tentam paralisar o crepúsculo. Eternizar o efêmero. Todas as vezes que ouço aquela música ou leio aquele poema, o passado ressurge. A beleza da arte nasce da tristeza. Se não houvesse tristeza, não haveria arte. Diz Jobim: “Assim como o poeta só é grande se sofrer...” Certo. Sem tristeza não haveria Cecília, Adélia, Pessoa, Hilda Hilst, Chico Buarque, Drummond, Beethoven, Chopin, Debussy. A obra de arte ou é para exprimir ou para curar o sofrimento. Mas há um limite. É necessário que a tristeza seja temperada com alegria. Tristeza, só, é muito perigoso. As pessoas começam a desejar morrer. Essa é a razão por que os deprimidos querem dormir o tempo todo. O dormir é uma morte reversível. Quando a gente está com dor de cabeça, toma tylenol sem vergonha alguma. Quando a gente está com dor de alma, tristeza, algum remédio é preciso – para não querer morrer, para voltar a ter alegria. (*) Eugenio Santana é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, copydesk, versemaker; self-mad man. Autor de Livros publicados; 18 prêmios literários em âmbito nacional. Sócio efetivo da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e da Associação Fluminense de Jornalistas (AFJ). Ex-superintendente de Imprensa do Governo do Rio de Janeiro. eugeniosantana9@uol.com.br Ver mais
Por: Eugenio Santana.
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